À Beira da Falésia


Tem horas que eu me lembro

de uma série de vivências tão clássicas

de meu curso superior de humanidades

que tenho a impressão de ter ido à Sorbonne,

cinéfilo em tempos de Nouvelle Vague

Minhas memórias postas em “Os Sonhadores”

A gente correndo no Louvré de Band à part

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Poema 22

Hoje eu queria escrever

Um poema apaixonado

Daqueles que você lê,

Suspira, sorri e tem vontade

De fazer uma declaração surpresa

Daquelas travadas nas quatro rodas

Que fazem os passantes, que não tem nada

A ver com a paçoca sentirem as atestadas reações

Fisiológicas de toda essa babaquice

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Times like these

As bandas que eu conheci a pouco

ressoa sensações inéditas

acompanhadas de pessoas novas exóticas

em Lugares diferentes e absurdos

com comidas fantásticas

sustentando idéias novas

em novos anos de grande êxtase

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Bioma

Essas raízes hesitam em penetrar neste solo.

Esta araucária não cresce mais na terra vermelha.

vai fazer compania ao ipê-amarelo

que vive ali em Santa Cecília

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Torneira pingando

Quando to

bem sem graça

fico quieto

invento algo

que fura a bóia

da caixa-da-água

 

E então eu quero

Conheçer assunción antes do almoço,

cruzar o Louvre e dormir em Saturno

E ir tocando a vida assim feito enxurrada

Feito sangria desatada

que não sossega tão fácil não

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You got to make the burguer

– You know Gaga, trust is like a mirror, you can fix it if it’s broke…

– …but you can still see the crack in the mothafucker reflection

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Boas novas

Água com pó das ruas

escorrendo do chafariz de um mártir

Chuva sobre o passado seco de uma estação ansiosa

Agora o monumento é novo (consolo)

ainda jorrando bile negra do falo

e esperando encher o leito

de sangue dos rios do outono na cidade natal

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