Caixa preta entre os destroços

Objetos espalhados pelo chão. Minha casa parecia a faixa de Gaza. Meu rosto estava brilhante devido ao calor. Gotas de suor desciam da minha cabeça e escorriam pelo rosto. Eu estava sentado, com o olhar cansado olhando para o meu redor e pensando.

Havia copos, xícaras e pratos em diversos pontos da casa. Papéis importantes, apenas interessantes ou completamente inúteis para todo lado. Além é claro dos que eram lixo e estavam no chão. Objetos de todos os tipos espalhados, roupas sujas, moscas.

Vi aquilo tudo e senti que a bagunça refletia meu estado de espírito, afinal todos os meus planos, um a um, haviam falhado. Algum tempo atrás todos fluíam a contento e eu me reconfortava com a idéia de que pelo menos um deles iria dar certo. Mas não.

Restaram as alternativas convencionais. As de sempre. As seminovas, similares, recauchutadas – de qualquer forma, não são de primeira mão, todas elas. Mas eu não nasci para o proletariado. E eis que o telefone toca. Sempre tenho cartas na manga. Já voltei a sonhar.

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2 Comentários

Arquivado em catarse

2 Respostas para “Caixa preta entre os destroços

  1. Bruna

    “não nasci para o proletariado”. Conheço isso. HAUHAUA.
    Zé, eu não sou o Entei, mas posso te dizer que tudo ficará bem.
    Daqui um período de tempo curto e indeterminado, estaremos nós, num engarrafamento em SP e daremos muita risada disso tudo.

    Allons enfants de putaria!

  2. Bruna

    Percebo que a concordância do meu comentário falhou. Não ligo.

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