Rosa punk – parte II

A rosa sem botão saiu correndo pela rua, sem saber

como chegar na cidade.

Viu uma camionete de entregas e pulo na carroceria.

Um cara veio, deu partida e saiu. A rosa se levantou e viu o jardim

ficando pra trás. Sentiu o vento assoviar nos espinhos.

O carro parou no semáforo da avenida principal.

A rosa pulou e saiu correndo, um moleque tentou catar ela

e os passantes ficaram boquiabertos.

“Rosas são bonitas que se ganha de quem se ama” – besteira.

Um rapaz saiu disparado atrás da rosa. Ela pulou

nas coroas de cristo para se esconder.

Já era noite, estava cansada e dormiu ali.

Quando amanheceu, suas raízes tinham brotado

e ela estava plantada com as ervas bobinhas de um canteiro!

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