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À Beira da Falésia


Tem horas que eu me lembro

de uma série de vivências tão clássicas

de meu curso superior de humanidades

que tenho a impressão de ter ido à Sorbonne,

cinéfilo em tempos de Nouvelle Vague

Minhas memórias postas em “Os Sonhadores”

A gente correndo no Louvré de Band à part

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Times like these

As bandas que eu conheci a pouco

ressoa sensações inéditas

acompanhadas de pessoas novas exóticas

em Lugares diferentes e absurdos

com comidas fantásticas

sustentando idéias novas

em novos anos de grande êxtase

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Furinho na alma

No quadrado pequeno da janelinha do quartinho

de uma vidinha que quase não cabe lá

Vou vendo o sol morrendo

indo indo,  as luzes das casas titlintando

plin! plin! plin! vão acendendo com soluço

E minhas vistas escurescem, o sol morreu

é o fim de mais uma volta rápida desse mundão

que quase não cabe no quartinho

E eu aqui sozinho, querendo uma casa maior

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A velhice intimida

Que cagada a gente existir no século XXI né?

Será que daqui a um tempo as pessoas dirão

“ahh, lá nos anos zero”; ou nós diremos “eu era jovem

nos anos dez”. Além disso, creio que nossos priminhos

não gostarão muito das músicas que ouvimos, eles

dirão para os amigos “nossa, meu tio curte strokes cara”.

E quando dissermos que nascemos nas décadas de 80 e 90

eles sentirão uma sutil curiosidade, talvez até sintam um leve

susto não expresso.  Nós nos importaremos com isso?

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Technicolor

O sol surge implacável em meio à torrente de água e

vento da tempestade cinza. Faz o vapor subir do asfalto,

faz as árvores se aquietarem, triunfantes. Um calor de

domingo-na-piscina se eleva, as folhas estao mais verdes,

o canto dos pássaros se torna insuportavelmente feliz.

As máquinas voltam a rangir, o trem passa e os painéis touch

das grandes indústrias reacendem repentinamente. Mulheres

e rapazes estendem roupas ao sol.

Quantos aos relógios, estes voltam, sem sincronia, a marcar as horas,

lentamente procuram obter um consenso sobre o tempo.

Dentro de algumas horas nao haverá nem chuva ou sol,

apenas a neblina.

Olhos curiosos espiam pelas janelas o movimento.

Qual deles mostrará o rosto nas “horas” seguintes?

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Bem,

Vamos exorcizar o passado em nome de um estado de espírito

Vamos usar um pouco de linguagem machadiana, para comunicar

de forma indireta uma certa impressão sobre a realidade.

Vamos, acima de tudo, escrever, pois esta é a ferramenta

mais completa que temos para viver.

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Vamos revolucionar o mercado com nossa idéia brilhante

e assim viveremos de brilho.

Vamos patentear nossa invenção magnífica,

pois será difícil ganhar na sena

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