Arquivo da categoria: Uncategorized

Ilusão

Esses espíritos irriquietos se iludem

com a crença de que vão sossegar algum dia

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Vocação

Quem me dera eu fosse um profeta

e não achasse sádico fazer sacrifícios em nome da arte

Quiçá eu fosse um vida torta (que por sorte sou um pouco)

que faz tudo errado e produz uma obra vigorosa.

Vai que eu sou tudo isso e não sei.

Só vendo pra crer.

Eu só acredito vendo.

 

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Planos mirabolantes

Eu, planos mirabolantes, olhando as pessoas ao redor.

Planejando a si mesmos, caminhando pelo pátio

Eu, planos, amálgama de boas e más intenções mirabolantes

meus planos vacilam em escapar pela boca:

fervem no cérebo até explodirem em verbos.

Frases reverberando, fazendo eco,

se misturando a hipóteses por confirmar,

perigoso sentido provisório que eles tomam,

tomando controle catastrófico dos movimentos,

dos encaixes do destino, planos malditos,

reproduzindo seus filhos, planos genéticamente amaldiçoados,

Toda a negação da liberdade da vida se destilando

em calculadas armadilhas mirabolantes.

Planos sentados, pensando, botando medo

rindo e ameaçando serem mirabolantes,

sarcásticamente certos de sua periculosidade

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Change your mind

We’re all the same
And love is blind
The sun is gone
Before it shines

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Doutrina do Zé

Na minha igreja não há destino, providência divina ou

vontade superior. A única força que move o homem é

o próprio homem, assim cabe a ele decidir seu destino

e assumir a responsabilidade pelos seus atos.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Chacina de lembranças

Hoje foi o dia anual dos papéis, quando transcrevo

o que vale a pena e jogo fora o que não presta.

Pra quem não sabe, a memória é seletiva.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

O moleiro de trigo

A brisk young lass so brisk and gay

She went unto the mill one day

There’s a peck of corn all for to grind

I can but stay a little time

Come sit you down my sweet pretty dear

I cannot grind your corn I fear

My stones is high my water is low

I cannot grind for the mill won’t go

Then she sat down all on a sack

They talked of this they talked of that

They talked of love, of love proved kind

She soon found out the mill would grind

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized