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Planos mirabolantes

Eu, planos mirabolantes, olhando as pessoas ao redor.

Planejando a si mesmos, caminhando pelo pátio

Eu, planos, amálgama de boas e más intenções mirabolantes

meus planos vacilam em escapar pela boca:

fervem no cérebo até explodirem em verbos.

Frases reverberando, fazendo eco,

se misturando a hipóteses por confirmar,

perigoso sentido provisório que eles tomam,

tomando controle catastrófico dos movimentos,

dos encaixes do destino, planos malditos,

reproduzindo seus filhos, planos genéticamente amaldiçoados,

Toda a negação da liberdade da vida se destilando

em calculadas armadilhas mirabolantes.

Planos sentados, pensando, botando medo

rindo e ameaçando serem mirabolantes,

sarcásticamente certos de sua periculosidade

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Caixa preta entre os destroços

Objetos espalhados pelo chão. Minha casa parecia a faixa de Gaza. Meu rosto estava brilhante devido ao calor. Gotas de suor desciam da minha cabeça e escorriam pelo rosto. Eu estava sentado, com o olhar cansado olhando para o meu redor e pensando.

Havia copos, xícaras e pratos em diversos pontos da casa. Papéis importantes, apenas interessantes ou completamente inúteis para todo lado. Além é claro dos que eram lixo e estavam no chão. Objetos de todos os tipos espalhados, roupas sujas, moscas.

Vi aquilo tudo e senti que a bagunça refletia meu estado de espírito, afinal todos os meus planos, um a um, haviam falhado. Algum tempo atrás todos fluíam a contento e eu me reconfortava com a idéia de que pelo menos um deles iria dar certo. Mas não.

Restaram as alternativas convencionais. As de sempre. As seminovas, similares, recauchutadas – de qualquer forma, não são de primeira mão, todas elas. Mas eu não nasci para o proletariado. E eis que o telefone toca. Sempre tenho cartas na manga. Já voltei a sonhar.

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Horóscopo

É tão bom ver quando as coisas que você planejou dão certo!
Eu digo isso porque já to fazendo uma preliminar dos resultados desse ano, que foi muito melhor que o anterior. De tudo que eu tinha bolado pra 2009, boa parte se cumpriu, com alguns ajustes e acertos, é claro – afinal eu não seria tão tirano comigo. Digo isso porque consegui conciliar bastante baderna com compromissos de maneira magistral, o que é muito gratificante.

E as expectativas pro ano que vem são ainda melhores. Faculdade chegando perto do fim e eu cheio de planos mirabolantes, pra variar um pouco. O tempo pra realização de cada um deles eu até tento medir, mas os ajustes que eu comentei, são inevitáveis. Fazer história pra mim, apesar de eu não ter a mínima vontade de dar aula (ser ameaçado de morte e afins) tem sido muito bom, além de útil para eu correr atrás de outras coisas, como a vontade de ser escritor e possivelmente trabalhar com comunicação.

A sensação é de que uma fase começa a se aproximar do fim. Isto provoca um pouco de nostalgia e medo, mas me impulsiona a ir além, a descobrir novas paragens e viajar muito. Em 2010 quero estar em todos os lugares, colher uma safra de expectativas e aumentar meu capital de sonhos pra poder colher sonhos ainda maiores. Quero vitalidade em progressão geométrica!

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