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Odisséia Paranaense – Parte I

Na sexta feira, depois de algumas cervejas eu dormi. Pela manhã tive a sensação que dormia como se sonhasse estar acordado, de fato, acordei como se sonhasse que dormia. E estava muito cedo! Ótimo, levantei e já comecei a arrumar minhas malas, coloquei um som torando enquanto ajeitava tudo.

Esse era o dia em que eu ia pra São Paulo, correr atrás de meus planos mirabolantes, jogar numa loteria feroz. Fazia mais de uma semana que eu estava planejando esta viagem, fui deixando tudo agilizado pra não haver contratempos.

Liguei então pra um amigo pra ele ir comer no RU com a gente, como já era combinado, pois ia rolar uma feijoada – que pelo sabor, só pode ser de outro lugar, menos do RU. Antes de ir para lá fui pagar umas contas e comprar uns calmantes.

No fino restaurante, encontrei meus amigos. Eles tinham uma sacola, com alguma coisa dentro que eu não sabia o que era. Depois que entramos e sentamos eis a revelação: não só havia guardanapos, mas também uma travessa de alface americana, para meu deleite. Saí em transe de tanta comida e tantas risadas.

Subi pro inglês e me ocupei quase a tarde toda com os quizes, tive um sossego no final pois eu e a teacher ficamos trocando poemas no lab. Eu estava muito animado com a viagem que ia fazer a noite, pois significava uma oportunidade de ouro pra meus planos de vida colossais.DSC01504

A hora H se aproximava cada vez mais. Subi e fui terminando de arrumar minhas malas, com toda paciência que me foi possível. Tudo estava dentro dos conformes. Já era quase dez horas quando fui ligar pro táxi.

Bem nessa hora, minha mãe me ligou. Falei rapidamente com ela, que estava tão ansiosa quanto eu. Falei que ia desligar, pois precisava chamar o táxi. Liguei para um, finalmente, mas ele não poderia vir, pois tinha que levar três pessoas numa festa na chácara… Circe ou Mirna, sei lá.

Fui ligar então pra outro táxi . Meu pai me ligou bem na hora. Fui conciso, estava começando a ficar preocupado o horário! Como eu já tinha falado com a família toda, liguei para outro táxi. E eu já estava em cima da hora. A educada atendente disse que não poderia mandar o táxi em cinco minutos. Insisti com ela, explicando que eu já estava atrasado. Com algum esforço ela me prometeu que ele chegaria em até dez minutos – eu não tinha outra opção.

Desci e fiquei na portaria esperando. Cinco minutos e nada. Dez minutos, senti um calafrio, pois já perdi ônibus uma vez e foi terrível. Liguei para o tal táxi e a atendente disse que ele já devia ter chegado. Isso me assustou, será que o taxista tinha se perdido ou o carro tinha quebrado? Tentei me acalmar, o que ficava cada vez mais difícil. Esperei mais três minutos. Liguei devolta, mas a moça insistia em querer me acalmar enquanto eu via a iminência de não conseguir viajar! Faltava só 10 minutos pro ônibus sair.

De repente surgiu um táxi. Nem perguntei nada, fui entrando e disse:

–         PRA RODOVIÁRIA, SENTA O PÉ!

continua

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Arquivado em crôniquinha