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Arqui poema

“De tudo ao meu amor serei atento” – um dos poemas mais perfeitos já escritos. É aquele que soube achar as palavras certas, para a idéia certa e AINDA por cima, na métrica certa. Enfim, é uma combinação de elementos rara, e linda.

Fiquei com vontade de escrever sonetos. Não é meu estilo, gosto de coisas simples, compreensíveis (mas bem feitas). Rabisquei algo, arrumei daqui de lá e ainda não terminei. Mas não resisti a mostrá-lo, mesmo sem ter terminado de fazer os devidos ajustes.

Tá aí:

Conquanto que me tenha em pensamento
e que não vá me provocando o pranto
Esquecerei o trote frio que é o tempo
Novo infame profeta – ateu santo

E em cada detalhe terei encanto
e mesmo aquém, sem estar vendo
é sua alma tenra que eu prezo tanto
É o seu álcool que me porá sedento

Sua forma inefável deve rubrica,
que não é vista, tampouco medida
mas que vai a um pequeno infinito

Onde o senso é um cerne ingênuo
cujo verso doce que ele fabrica
é o do moleque arteiro que ama

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